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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Seminário debate sobre vários temas do cangaço com presença de neta de Lampião e estudiosos

Durante três dias (terça, quarta e quinta-feira da última semana, dias 10, 11 e 12 de julho), aconteceu o seminário Angico: 80 anos – O Crepúsculo do Cangaço, na Biblioteca Central do Estado da Bahia, nos Barris, Salvador.  O evento, organizado pelo Centro de Estudos Euclydes da Cunha-CEEC, contou com as presenças de diversos pesquisadores, professores, estudantes, além de Vera Ferreira, neta de Lampião.
A abertura oficial aconteceu na terça-feira, dia 10, com uma mesa formada por representantes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Centro de Estudos Euclydes da Cunha, Policia Militar da Bahia, Fundação Pedro Calmon e da Biblioteca Pública do Estado da Bahia.
Em seguida aconteceu a Conferência “Os Acontecimentos de Angico”, com José Bezerra Lima Irmão; a Roda de Conversa com o tema “Como nasceu o cangaço”, com a coordenação de Manoel Neto e participações de Luitgarde Oliveira Cavalcante Barros (UERJ), José Bezerra Lima Irmão (escritor e pesquisador) e Oleone Coelho Fontes (escritor e pesquisador).
Ainda no dia 10, no final da manhã, aconteceu uma mostra de cinema, com exibição do filme “Cangaço à Italiana”, com apresentação e comentários de Roque Araújo.
Vera Ferreira
Um dos momentos mais esperados do evento aconteceu no dia 11, com a participação de Vera Ferreira (abaixo, com o jornalista Evandro Matos), neta dos cangaceiros Lampião e Maria Bonita. Como sempre sem medo de se posicionar, e certamente a voz mais autorizada sobre a temática, Vera se manifestou várias vezes, antes e depois de ouvir os palestrantes ou de questionamentos vindos da plateia.  
“Desde que comecei a me entender e tomei conhecimento dos fatos, procurei me inteirar de tudo para poder saber a verdade e me posicionar. Eu não queria negar nada, mas primeiro queria saber quem foi Virgulino Ferreira da Silva, para depois compreender porque existiu o Lampião”, disse Vera, que embora não tenha concluído o curso, estudou comunicação. Com isso, a neta de Lampião deixou claro que a sua visão sobre o cangaço parte da premissa de que o problema tem que ser visto de forma mais ampla, buscando a sua raiz social.
Na sequencia dos debates veio “A história de Corisco e Dadá”, apresentada pelo professor Carlos Tadeu Botelho (UESB), em substituição a Indaiá Santos (neta de Corisco e Dadá). Durante o segundo dia, aconteceram ainda as mesas sobre “Comunicações”, coordenada por Marta Leone; “As Volantes – A face oculta do Cangaço”, com Major Raimundo Marins; “Os meninos do cangaço”, com Vicente Rivelino Figueiredo da Silva; “Horas abertas, corpos fechados: a religiosidade do cangaço”, com Miguel Teles; além do “Documentário sobre o cangaço PM/BA”, incluindo o Massacre de Queimadas”, com apresentação e comentários do Major Raimundo Marins.
O cangaço na mídia
O terceiro e último dia do evento, na quinta-feira (12), as atividades aconteceram apenas durante a tarde, abertas com a palestra de Alicia Duhá Lose (Ufba), com o tema “Documentos da PM/BA sobre o cangaço – Século XX”.  Em seguida, aconteceu uma Roda de Conversa, com coordenação de Deilton Soares.
“O Cangaço na Mídia”, com Kiko Monteiro (Do Blog Lampião Aceso, Lagarto-SE) e Luciana Savaget, jornalista e escritora (Rede Globo), foi outra mesa com bastante discussão.  Nessa mesma linha seguiu-se a mesa sobre “O Cangaço no Jornal Impresso”, com o escritor e pesquisador Luís Rubem.
Fechando o evento, o radialista Perfelino Neto (Rádio Educadora-Irdeb), coordenou a mesa sobre “A música no cangaço”, trazendo depoimentos interessantes de Luís Gonzaga, Marinês, Chiquinha Gonzaga e Volta Seca, todos falando sobre questões relacionadas à figura de Lampião ou à musicalidade dentro do cangaço.
Para brindar o encerramento, já passando das 18h, a Orquestra da Policia Militar (Soldado Lima) ainda fez um breve Concerto Musical. “Graças a Deus terminou tudo em paz, mas é muito trabalho e pouco apoio que a gente recebe para fazer isso. Eu só tenho que agradecer a presença de todos vocês e dos palestrantes”, disse Manoel Neto (na foto acima, o último à direita), organizador do Seminário.
Do Portal Interior da Bahia

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