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domingo, 8 de abril de 2018

Quem ganha e quem perde com Lula fora da sucessão de 2018

Expedida por Sérgio Moro nesta semana, ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) coloca em jogo bem mais do que a própria liberdade do petista. Líder em todos os cenários de pesquisas para a eleição de 2018, Lula tem hoje sua candidatura por um fio, em nova condição que promove verdadeira “virada de mesa” no tabuleiro eleitoral.
Segundo especialistas ouvidos , principal beneficiado com uma possível saída de Lula da disputa seria o pré-candidato do PDT, o ex-ministro Ciro Gomes. “Todos os candidatos de esquerda acabam recebendo essa transferência de votos, mas isso acaba sendo mais vantagem para o Ciro”, avalia o cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Mackenzie.
Segundo ele, Ciro se diferenciaria de outros candidatos à esquerda, como Guilherme Boulos (Psol) e Manuela D’Ávila (PCdoB), pela maior estrutura e bancada do PDT. “Além de ele ser o que tem mais traquejo político, é o com o partido com mais estrutura. Apesar de muitas vezes suas falas acabarem prejudicando o seu desenvolvimento, é quem traz o maior simbolismo dentro da esquerda, que fica mais em evidência”, avalia.
Já o principal prejudicado, diz, seria o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). “Bolsonaro se consolidou como o anti-Lula, o total oposto. A saída dele das eleições esvazia parte desse discurso”, fala. “Bolsonaro desidrata, mas não desaparece, porque suas ideias seguem com receptividade.” Prando destaca, também, baque da prisão em candidaturas do PT. “Dentro do partido ninguém empolga tanto quanto Lula como candidato”, considera.
“Tem que se ver também qual o limite da transferência dos votos. Não dá para imaginar que o Lula consiga transferir todos os 30% de intenção que ele tem para qualquer um que ele indique. Fosse assim, todas as suas indicações em eleições passadas teriam sido vitoriosas, o que não foi verdade. O próprio Fernando Haddad (abaixo), apontado como pré-candidato, não conseguiu se reeleger”, avalia.
Na linha mais ao centro, candidato visto com maiores chances de crescimento com a saída de Lula é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). “Até porque o PSDB é dos maiores partidos nas últimas eleições, fora que o partido tem conseguido, muito com a força de São Paulo, levar o seu candidato ao segundo turno nas eleições”, responde.
Para a advogada Cristiane Britto, especialista em direito eleitoral, no entanto, pode ocorrer o contrário com relação a Bolsonaro. Segundo ela, a hipótese mais provável é que os principais beneficiados com a mudança sejam o deputado e Marina Silva (Rede). “A tendência é que os eleitores de esquerda migrem para Marina. Então, como o Bolsonaro já está na frente, a tendência é que eles polarizem.”
A pouca participação de Marina no debate eleitoral até agora, diz Cristiane, seguiria estratégia da candidata. “É questão de estratégia política, não querer levar vantagem diante de fato histórico e controverso como prisão de ex-presidente.” (Fonte: Jornal O Povo).
Do Portal Interior da Bahia

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