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domingo, 31 de dezembro de 2017

Semiárido brasileiro cresce com inclusão de mais 73 municípios

Menos chuva. secas mais frequentes. É uma nova realidade para dezenas de cidades do Nordeste brasileiro. Elas foram incluídas pelo ministério da integração na região classificada como ‘semiárido’, a zona mais seca país.
A plantação de laranjas já não é mais a mesma. Seu Aluísio mora em Matinhas, no agreste da Paraíba. Perdeu metade da lavoura em sete anos seguidos de seca. “Cada ano que passa, a gente sente que é mais quente um ano que o outro”, diz o agricultor Aluísio dos Santos.
O clima mudou mesmo. O mapa do semiárido – a região de clima mais seco do Brasil – cresceu e agora engloba 1.262 municípios. A ampliação foi nos estados: Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí e Paraíba, que teve o maior número de municípios incluídos: 24.
O meteorologista Humberto Barbosa, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), integra o grupo de trabalho que alterou a lista. “Ela é uma região que por si só que tem uma irregularidade das chuvas. Ou seja, durante o ano chovesse abaixo de 800 milímetros, o índice de aridez extremamente radical, que caracteriza como uma região semiárida e ela tem um risco de seca acima de 60%.”
Matinhas, que antes era brejo – uma transição entre a Zona da Mata e o Sertão – agora está no semiárido, já foi o maior produtor de laranjas da Paraíba. Em 2007, eram vinte mil toneladas. Agora, menos da metade.
O agricultor Nivaldo Marques conta que antes não existia espaço entre um pé de laranja e outro.
“Era difícil até passar com as caixas no meio, agora dá para passar até um carro no meio”, diz ele.

Em Alagoa Nova, também na Paraíba, falta água pra beber. Muitos moradores dependem de caixas comunitárias. Ou têm que comprar água. “Já chegaram a sair sem tomar café, por conta de ter o dinheiro só para comprar água. Ou comprava pão, bolacha, ou comprava água”, conta a dona de casa Maria do Socorro.
“Em função dessas variações climáticas, escassez hídrica, a degradação ambiental, a falta de alimentos, a diminuição da produção agrícola, o pequeno agricultor passa a ser bastante vulnerável a essas condições. A pobreza tem aumentado em função dessa vulnerabilidade climática”, explica Humberto.
Com a inclusão na região semiárida, esses 73 municípios passam a ter acesso a recursos e programas específicos de convivência com a seca, como fornecimento de água por carro-pipa, por exemplo.
Do Portal CN/Fonte/G1/Foto: Raimundo Mascarenhas

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