Prêmio Fama

Prêmio Fama

Lucas Chicabana

Lucas Chicabana

BERG ARAGOM NOVO

BRASILGÁS

BRASILGÁS

Banner do Futsal Barbarense

Banner do Futsal Barbarense

Entec Informática

Entec Informática

Robério Transportes

Robério Transportes
NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE!

VENDE-SE UM TERRENO MEDINDO 11 TAREFAS. TABULEIRO ÓTIMO PARA CHÁCARA PRÓXIMO À CAIXA D'ÁGUA EM BANDIAÇU, CONCEIÇÃO DO COITÉ-BA, COM ÁGUA ENCANADA, ENERGIA ELÉTRICA E INTERNET PRÓXIMAS.

CONTATOS: (71) 99296-1175 (75) 99819-7823, 98124-9844 (Evódio), 99121-4433 e 98155-9060.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Revelação da Série A ganhava R$ 60 na várzea, ficou 'encostado' no Palmeiras e agora está no radar do São Paulo

Foram duas descidas pela esquerda. Na primeira delas, combinação com o veterano Juan, ultrapassagem e passe para trás que, após bate e rebate, encontrou o camaronês Joel. Na segunda, roteiro semelhante: cruzamento para a região da meia lua, ajeitada de Pedro Castro e finalização precisa de Joel.
O Avaí surpreendeu o Botafogo e venceu por 2 a 0 no estádio Nilton Santos, na última segunda-feira. Em noite inspirada, os catarinenses viram o lateral esquerdo Capa, uma das revelações da Série A, mais uma vez se destacar. Aos 24 anos, o jogador já entrou no radar de grandes e recebeu consulta recente do São Paulo, que corria o risco de perder o seu titular Júnior Tavares para o Ajax.
Parece pouco.
Mas não é.
Até o primeiro semestre de 2016, o baiano natural de Serrinha, município a 170 km de Salvador, atuava no Guarani de Palhoça-SC, havia sido rebaixado no Catarinense e não contava com empresário.
Ainda assim, se sobressaiu no estadual e entrou no radar do agente Eduardo Uram, que o levou para jogar a Série B no Avaí.
Capa se destacou com o Guarani de Palhoça-SC
"Tinha uma sondagem com Uram, fui bem no Catarinense e o Avaí precisou de lateral esquerdo. Como ele tem relacionamento legal, me indicou. O Silas aprovou, tinha jogado contra eles e gostaram e fui para disputar a segunda divisão do Brasileiro", conta ao ESPN.com.br.
Capa rodou um pouco antes de chegar à Ressacada.
E avisa de antemão: o seu apelido nada tem a ver com ser magro, estar apenas 'a capa do Batman', como brincam seus conterrâneos.
"Meu bisavô vinha da zona rural e tinha um jeguinho e amarrava na frente da minha casa. Eles tiravam a sela e deixavam só amarrado o animal. Então, eu ia, desamarrava e ia pelo meio da rua andando com ele montado. Eu tinha dois vizinhos da casa de minha mãe que gritavam: 'capa de sela'. No começo, eu não gostava, chorava, brigava. Mas depois foi pegando e até que acostumei (risos)", sorri.
Foi assim que ele conciliou os estudos com o trabalho desde cedo em uma oficina de motos em sua Serrinha. "Eu era ajudante de mecânico, limpava as ferramentas, ajudava a trocar o óleo. Depois, aprendi a mexer nas motos também. Aprendi a fazer outros serviços, mas passei a maior parte do tempo como ajudante. Eu era menor de idade e não podia nem andar com as motos (risos). Foi 14 anos até uns 16", diz.
Ao mesmo tempo, jogava na várzea e chamou a atenção atuando pela Escolinha do Euzébio. Logo, com 15 anos, estava entre os mais velhos e foi parar na seleção local.
Passou a disputar o Campeonato Intermunicipal, um dos maiores amadores do mundo e que reúne os municípios do interior.
Entre outros, passaram por ele Bobô (seleção de Senhor do Bonfim), Aldair (Ilhéus), Edilson Capetinha (Castro Alves), Junior Nagata (Santo Antônio de Jesus) e Liédson (Valença). No mesmo caminho, Capa ganhou um teste no Palmeiras após se sair bem.
"Fui criado em um bairro que tem um campo e sempre batia o 'baba' (pelada) na escolinha com a galera. Acabei passando com os mais velhos e foi quando comecei a ir para os campeonatos municipais de Serrinha e jogamos várias finais. Até que fui para a seleção da cidade no sub-17 com 15 anos. Fomos até a final do Intermunicipal e conseguiram teste no Palmeiras", revela.
"Existia um empresário em minha cidade chamado Mario, que mora em São Paulo e levou jogadores para fazer teste. Ele me viu na final do Intermunicipal, gostou e me levou para fazer uma semana de avaliação. Passei e fiquei um ano e dois meses. O Victor Luis, do Botafogo, era da minha época, Vinicius, atacante que está na Turquia, e o volante Gabriel, do Paraná", prossegue.
No Palmeiras, Capa enfrentou uma série de dificuldades com burocracia para inscrição, falta de espaço e empresário e ficou 'encostado' a maior parte do tempo.
"Eu cheguei como juvenil, mas não tinha como me inscrever na categoria e subi aos juniores. Treinava com eles, mas eu tinha 16 para 17 anos. Fazia os trabalhos em Guarulhos e morava na Barra Funda, no alojamento da base, mas o Palmeiras dava ônibus. Eu saí de Serrinha, uma cidade tranquila, muito pacata e ir para aquela muvuca, mas não demorei para me acostumar. Me adaptei bem", acrescenta.
"Quando cheguei no grupo, não tinha muito espaço, em time grande a briga é constante, empresário mais forte e aí não cheguei a jogar, fiz poucas partidas no Palmeiras. Esse empresário tinha conhecimento com o ex-agente do Liedson, me levou para fazer teste, então, no Braga, em Portugal. Saí de férias em dezembro, meu empresário falou do negócio de Portugal e eu me empolguei. Decidi não ficar mais no Palmeiras, não estava jogando. Cabeça de menino, queria jogar de qualquer forma e pedi para sair e tentar a sorte. Fiquei só 15 dias no Braga, não deu certo e acabei voltando para Serrinha", completa.
Foi, então, que Capa chegou a desanimar e não descartava nem mesmo largar de vez o futebol.
Em sua terra natal, famosa na região por sua vaquejada anual, atuava na várzea até que uma nova chance surgiu para retomar a sua carreira.
"Fiquei naquela, o empresário falando que estava vendo e o tempo passando. Eu desanimei porque estava para fazer 18 anos. Pensava que não ia conseguir manter no ramo do futebol. Jogava na várzea e ganhava uns R$ 60 por jogo ou outro que fazia. Um amigo meu chamado Gilberto, que considero como um irmão, estava jogando no Marcílio Dias no profissional. Me ligou e falou que arrumaria um teste para eu fazer no sub-20 em uma partida. Ele arrumou, meus pais e o pessoal do meu bairro fizeram uma correria com o dinheiro e consegui comprar a passagem de avião", relembra.
Capa é titular do Avaí desde a Série B de 2016
"Passei no teste e joguei pelos juniores e fui para o profissional. Depois, rodei por vários clubes. Passei por Grêmio Osasco na Série A-2 do Paulista. Joguei com Viola, Dodô e Yamada. Depois, rodei por Atlético de Ibirama, Guarani de Palhoça e fui bem no Catarinense. Não tinha empresário e me empregava a cada campeonato que fazia. Quando chegou neste último estadual em 2016 foi quando despontei e conheci o Eduardo Uram, que virou meu empresário e me trouxe ao Avaí", finaliza.
Com contrato até 2019, Capa teve 70% de seus direitos econômicos comprados pelo Avaí ao Guarani de Palhoça-SC no fim de 2016. Agora, ele planeja voos mais altos.
"Fiquei sabendo do interesse (do São Paulo). Meu foco é no Avaí para ter uma sequência e fazer uma boa Série A. Consequentemente, se continuar bem, poder almejar coisas maiores. Para que possa alavancar minha carreira", concluiu.
Do Portal ESPN. Uol

Nenhum comentário: